{"id":1839,"date":"2021-09-18T11:00:50","date_gmt":"2021-09-18T14:00:50","guid":{"rendered":"https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/?p=1839"},"modified":"2021-11-09T16:22:21","modified_gmt":"2021-11-09T19:22:21","slug":"terra-indigena-no-acre-e-freio-para-o-desmatamento-e-pode-comecar-a-gerar-creditos-de-carbono","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/terra-indigena-no-acre-e-freio-para-o-desmatamento-e-pode-comecar-a-gerar-creditos-de-carbono\/","title":{"rendered":"Terra Ind\u00edgena no Acre \u00e9 freio para o desmatamento e pode come\u00e7ar a gerar cr\u00e9ditos de carbono"},"content":{"rendered":"\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Estudo da Embrapa diz que at\u00e9 2025 os Puyanawa deixar\u00e3o de emitir cerca de 6,4 mil toneladas de g\u00e1s carb\u00f4nico por ano \u2013 equivalente a R$ 200 mil por ano.<\/em><\/li><li><em>Pr\u00e1ticas como privilegiar atividades agr\u00edcolas em \u00e1reas degradadas, restaurar a floresta e fortalecer quintais agroflorestais t\u00eam evitado o desmatamento, que caiu pela metade nos \u00faltimos anos.<\/em><\/li><li><em>\u00daltimo levantamento do Mapbiomas mostra que os territ\u00f3rios ind\u00edgenas s\u00e3o os que mais preservam as florestas e a vegeta\u00e7\u00e3o nativa do Brasil.<\/em><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Acredito que quem comprava suco de graviola n\u00e3o vai mais comprar. Os que compravam suco de acerola n\u00e3o v\u00e3o mais comprar, porque agora t\u00eam no seu pr\u00f3prio quintal\u201d, conta Jos\u00e9 Marcondes Puyanawa, da Terra Ind\u00edgena Poyanawa, situada na margem direita do Rio Moa \u2014 curso de \u00e1gua no Acre que leva os peixes at\u00e9 afluentes e igarap\u00e9s territ\u00f3rio adentro, contribuindo com a seguran\u00e7a alimentar das aldeias Bar\u00e3o do Rio Branco e Ipiranga.<\/p>\n\n\n\n<p>A recomposi\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas \u2014 como a mata ciliar para proteger as \u00e1guas \u2014, a promo\u00e7\u00e3o de ro\u00e7ados e atividades agr\u00edcolas preferencialmente em \u00e1reas j\u00e1 alteradas e o fortalecimento de quintais agroflorestais s\u00e3o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/busca-de-noticias\/-\/noticia\/37030604\/projeto-investe-na-melhoria-da-agricultura-na-terra-indigena-poyanawa\">pr\u00e1ticas crescentes<\/a>&nbsp;entre os Puyanawa. A participa\u00e7\u00e3o organizada de lideran\u00e7as comunit\u00e1rias, institui\u00e7\u00f5es governamentais e ONGs tem contribu\u00eddo para potencializar o uso da terra e aproveitar de forma sustent\u00e1vel os recursos da floresta.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.infoteca.cnptia.embrapa.br\/infoteca\/bitstream\/doc\/1131667\/1\/27129.pdf\">Estudo recente da Embrapa<\/a>&nbsp;constatou que essas boas pr\u00e1ticas t\u00eam evitado o desmatamento e concluiu que a TI Poyanawa tem potencial para gerar cr\u00e9ditos de carbono. Segundo c\u00e1lculo do estudo, at\u00e9 2025 deixar\u00e3o de ser emitidas no territ\u00f3rio uma m\u00e9dia de 6,4 mil toneladas de g\u00e1s carb\u00f4nico por ano. Considerando o mercado mundial de cr\u00e9ditos de carbono, os pesquisadores estimam que cada tonelada de CO2&nbsp;evitada pode valer cerca de 6 d\u00f3lares. Na conjuntura atual, esses servi\u00e7os ambientais equivaleriam a aproximadamente R$ 200 mil por ano.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHoje tem uma demanda mundial por cr\u00e9dito de carbono e n\u00e3o tem a oferta. E o carbono ind\u00edgena \u00e9 diferente porque \u00e9 um carbono social\u201d, diz o pesquisador Eufran Amaral, coordenador do estudo e chefe-geral da Embrapa Acre, apostando que esse carbono social poderia alcan\u00e7ar valores ainda mais altos. \u201c\u00c9 um carbono que al\u00e9m de proteger a floresta, protege principalmente o homem, a mulher e as crian\u00e7as ind\u00edgenas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Terra Ind\u00edgena \u00e9 freio para o desmatamento<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Antes de ser homologada em 2001, a \u00e1rea de quase 25 mil hectares da\u00a0<a href=\"https:\/\/terrasindigenas.org.br\/pt-br\/terras-indigenas\/3831\">TI Poyanawa<\/a>\u00a0havia sido ocupada por fazendas e seringais. \u201cMais ou menos 6% da \u00e1rea \u00e9 desmatada. Quando a terra foi regularizada, eles (os Puyanawa) j\u00e1 pegaram a \u00e1rea com esse percentual de desmatamento\u201d, explica Amaral.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"530\" src=\"https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Mapa_Desmatamento-da-TI-Poyanawa_2018_Eufran-Amaral-scaled-e1631032102454-2048x1060-1-1024x530.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1840\" srcset=\"https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Mapa_Desmatamento-da-TI-Poyanawa_2018_Eufran-Amaral-scaled-e1631032102454-2048x1060-1-1024x530.jpg 1024w, https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Mapa_Desmatamento-da-TI-Poyanawa_2018_Eufran-Amaral-scaled-e1631032102454-2048x1060-1-300x155.jpg 300w, https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Mapa_Desmatamento-da-TI-Poyanawa_2018_Eufran-Amaral-scaled-e1631032102454-2048x1060-1-768x398.jpg 768w, https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Mapa_Desmatamento-da-TI-Poyanawa_2018_Eufran-Amaral-scaled-e1631032102454-2048x1060-1-1536x795.jpg 1536w, https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Mapa_Desmatamento-da-TI-Poyanawa_2018_Eufran-Amaral-scaled-e1631032102454-2048x1060-1-260x135.jpg 260w, https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Mapa_Desmatamento-da-TI-Poyanawa_2018_Eufran-Amaral-scaled-e1631032102454-2048x1060-1-50x26.jpg 50w, https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Mapa_Desmatamento-da-TI-Poyanawa_2018_Eufran-Amaral-scaled-e1631032102454-2048x1060-1-145x75.jpg 145w, https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Mapa_Desmatamento-da-TI-Poyanawa_2018_Eufran-Amaral-scaled-e1631032102454-2048x1060-1-600x311.jpg 600w, https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Mapa_Desmatamento-da-TI-Poyanawa_2018_Eufran-Amaral-scaled-e1631032102454-2048x1060-1.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><em>O mapa superior mostra o desmatamento na TI Poyanawa e no seu entorno. Os trechos com maior desmatamento est\u00e3o em gleba p\u00fablica, que s\u00e3o terras da Uni\u00e3o n\u00e3o-destinadas. Imagem: Eufran Amaral.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cEsse mapa \u00e9 muito simb\u00f3lico pra gente\u201d, afirma Amaral. \u201cVoc\u00ea percebe que a TI funciona como um freio. 90% do desmatamento que tem na TI j\u00e1 existia. E todo o entorno est\u00e1 sendo desmatado em uma velocidade 5 vezes maior do que dentro da TI. Isso mostra a efetividade de uma terra protegida\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/ipam.org.br\/imagens-de-satelite-comprovam-que-terras-indigenas-sao-as-areas-mais-preservadas-do-brasil-nas-ultimas-decadas\/\">Levantamento do Mapbiomas<\/a>, publicado no final de agosto com base em imagens de sat\u00e9lite, mostra que entre 1985 e 2020 os territ\u00f3rios ind\u00edgenas, j\u00e1 demarcados ou aguardando demarca\u00e7\u00e3o, foram os que mais preservaram suas caracter\u00edsticas originais, representando apenas 1,6% da perda de florestas e vegeta\u00e7\u00e3o nativa do Brasil nesse per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da TI Poyanawa, os quase 6%, ou 1.422 hectares, de \u00e1rea desmatada t\u00eam sido reaproveitados para fins sustent\u00e1veis e ocupados com pequenas pastagens, ro\u00e7ados, capoeiras e quintais agroflorestais, al\u00e9m de moradia e escolas. O estudo da Embrapa mostra que de 1988 a 2017 a taxa m\u00e9dia de desmatamento na \u00e1rea era de 21,3 hectares por ano e que nos \u00faltimos cinco anos a taxa m\u00e9dia de desmatamento na TI diminuiu para 12,8 hectares anuais.<\/p>\n\n\n\n<p>A TI de 25 mil hectares abriga e alimenta uma popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena de cerca de 800 pessoas, que t\u00eam sua principal fonte de renda na mandioca e seus derivados e conta com ro\u00e7ados de outros cultivos como milho, arroz e feij\u00e3o, o manejo de frutas nativas, plantios agroflorestais e pequenas cria\u00e7\u00f5es de gado, al\u00e9m de ca\u00e7a e pesca para a seguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA estrat\u00e9gia de conserva\u00e7\u00e3o em terra ind\u00edgena \u00e9 a melhor que tem porque o ind\u00edgena tem a floresta como sua casa. Ent\u00e3o, ele n\u00e3o quer perder a sua casa\u201d, diz Amaral.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Comiss\u00e3o Pr\u00f3-\u00cdndio do Acre (CPI-Acre) h\u00e1 um esfor\u00e7o dos Puyanawa em aproveitar as \u00e1reas j\u00e1 desmatadas para plantios diversificados. Jos\u00e9 Frank de Melo Silva, t\u00e9cnico do setor de geoprocessamento da CPI-Acre explica que \u201co importante \u00e9 que os Puyanawa est\u00e3o reaproveitando essas antigas \u00e1reas de pasto para restaurar, implantando ro\u00e7ados de mandioca e agora est\u00e3o trabalhando fortemente para implementar SAFs [sistemas agroflorestais]\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"871\" height=\"474\" src=\"https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Capturar0.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1841\" srcset=\"https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Capturar0.jpg 871w, https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Capturar0-300x163.jpg 300w, https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Capturar0-768x418.jpg 768w, https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Capturar0-260x141.jpg 260w, https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Capturar0-50x27.jpg 50w, https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Capturar0-138x75.jpg 138w, https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Capturar0-600x327.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 871px) 100vw, 871px\" \/><figcaption><em>A s\u00e9rie hist\u00f3rica do Prodes\/Inpe detecta queda no desmatamento nos \u00faltimos 10 anos dentro da TI Poyawana. H\u00e1 um pequeno incremento em 2020, interpretado como um ind\u00edcio de que as \u00e1reas est\u00e3o sendo convertidas para uso e manejo tradicionais do povo Puyanawa. Imagem: Prodes\/Inpe.\u00a0<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como viabilizar o cr\u00e9dito de carbono<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/propostas-legislativas\/2270639\">Projeto de Lei 528\/21<\/a>, que tramita na C\u00e2mara dos Deputados, institui o Mercado Brasileiro de Redu\u00e7\u00e3o de Emiss\u00f5es (MBRE) e dever\u00e1 regular a compra e venda de cr\u00e9ditos de carbono no pa\u00eds. Sem uma regulamenta\u00e7\u00e3o nacional, o Acre criou em 2010 o&nbsp;<a href=\"http:\/\/imc.ac.gov.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Lei-2308-2010-SISA_PT_.pdf\">Sistema Estadual de Incentivos a Servi\u00e7os Ambientais<\/a>&nbsp;(SISA) por meio da Lei Estadual 2.308\/2010.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o assunto une cr\u00e9ditos de carbono e terras ind\u00edgenas, h\u00e1 um \u00fanico projeto mais conhecido no Brasil, que prosperou de 2013 a 2017 entre os estados de Rond\u00f4nia e Mato Grosso. O&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.mongabay.com\/2021\/06\/inacao-do-governo-provoca-boom-no-mercado-voluntario-de-creditos-de-carbono\/\">Projeto Suru\u00ed<\/a>, na TI Sete de Setembro, foi finalizado em 2017 por conta do aumento de desmatamento na reserva, causado pela invas\u00e3o de garimpeiros ilegais.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, a Embrapa j\u00e1 havia realizado um estudo em outra TI, a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/busca-de-publicacoes\/-\/publicacao\/1121675\/evolucao-do-uso-e-desmatamento-evitado-na-terra-indigena-kaxinawa-nova-olinda-feijo-ac-brasil\">Kaxinaw\u00e1 Nova Olinda<\/a>, tamb\u00e9m no Acre, mostrando a possibilidade de comunidades ind\u00edgenas elaborarem projetos para Redu\u00e7\u00e3o de Emiss\u00f5es Provenientes de Desmatamento e Degrada\u00e7\u00e3o Florestal (REDD).<\/p>\n\n\n\n<p>As conclus\u00f5es trazidas pela Embrapa no caso dos Puyanawa comprovam a exist\u00eancia de potencial. Partindo da\u00ed, diversas etapas precisariam ser cumpridas at\u00e9 efetivamente chegar \u00e0 venda de cr\u00e9ditos de carbono, come\u00e7ando com a concord\u00e2ncia dos ind\u00edgenas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 valia do projeto. Ent\u00e3o, seria necess\u00e1ria uma empresa para elaborar o projeto e teria que ser feito o registro e certifica\u00e7\u00e3o em plataforma internacional.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Foto-ae\u0301rea_2_TI-Puyanawa-1200x800-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1842\" srcset=\"https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Foto-ae\u0301rea_2_TI-Puyanawa-1200x800-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Foto-ae\u0301rea_2_TI-Puyanawa-1200x800-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Foto-ae\u0301rea_2_TI-Puyanawa-1200x800-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Foto-ae\u0301rea_2_TI-Puyanawa-1200x800-1-219x146.jpg 219w, https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Foto-ae\u0301rea_2_TI-Puyanawa-1200x800-1-50x33.jpg 50w, https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Foto-ae\u0301rea_2_TI-Puyanawa-1200x800-1-113x75.jpg 113w, https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Foto-ae\u0301rea_2_TI-Puyanawa-1200x800-1-600x400.jpg 600w, https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Foto-ae\u0301rea_2_TI-Puyanawa-1200x800-1.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><em>Vista a\u00e9rea da aldeia Ipiranga na TI Poyanawa, cercada pela floresta.\u00a0Foto: Embrapa\/divulga\u00e7\u00e3o.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cQuando a gente fala de recursos adicionais do projeto de carbono, na verdade esses recursos v\u00e3o permear a\u00e7\u00f5es em cultura, a\u00e7\u00f5es em produ\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00f5es na organiza\u00e7\u00e3o deles\u201d, diz Amaral. \u201cAo definir que querem o projeto, a gente pode trabalhar junto para captar os recursos. Isso \u00e9 uma outra coisa, em que a Embrapa pode ajudar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto o estudo rec\u00e9m-publicado reverbera pela TI e agrada os ouvidos de Marcondes Puyanawa, o agente agroflorestal continua seus plantios, cuidando dos novos frutos que vicejam nos quintais, como \u00e9 o caso da graviola. \u201cPor ser um produto muito bom, tem muito bichinho que fura, tem muitas pragas, tem muitos predadores, ent\u00e3o precisa ter um manejo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m os peixes do Rio Moa e seus afluentes est\u00e3o ganhando com a frutifica\u00e7\u00e3o. \u201c[Vamos] fazer o reflorestamento no entorno dos a\u00e7udes, recompondo a mata ciliar para a prote\u00e7\u00e3o das \u00e1guas. Vamos utilizar esp\u00e9cies de frutas das quais os peixes possam se alimentar, como a\u00e7a\u00ed, buriti, seringueira e outras\u201d, prop\u00f5e o\u00a0<a href=\"https:\/\/cpiacre.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/PGTA-Poyanawa.pdf\">Plano de Gest\u00e3o Territorial e Ambiental da Terra Ind\u00edgena Poyanawa<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Mongabay Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo da Embrapa diz que at\u00e9 2025 os Puyanawa deixar\u00e3o de emitir cerca de 6,4 mil toneladas de g\u00e1s carb\u00f4nico por ano \u2013 equivalente a R$ [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1843,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-1839","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1839","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1839"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1839\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1844,"href":"https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1839\/revisions\/1844"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1843"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1839"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1839"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1839"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}