{"id":1909,"date":"2021-10-21T22:53:05","date_gmt":"2021-10-22T01:53:05","guid":{"rendered":"https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/?p=1909"},"modified":"2021-11-09T16:21:25","modified_gmt":"2021-11-09T19:21:25","slug":"em-meio-a-crise-hidrica-agricultores-ganham-dinheiro-produzindo-agua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/operitoambiental.com.br\/site\/em-meio-a-crise-hidrica-agricultores-ganham-dinheiro-produzindo-agua\/","title":{"rendered":"Em meio \u00e0 crise h\u00eddrica, agricultores ganham dinheiro produzindo \u00e1gua"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Projetos em Minas Gerais, Santa Catarina e Bras\u00edlia pagam por servi\u00e7os ambientais e, com isso, est\u00e3o recuperando vegeta\u00e7\u00e3o e reduzindo risco de escassez nas regi\u00f5es.<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p>Falta de chuva, rios mais fracos, reservat\u00f3rios em baixa&#8230;em meio \u00e0 crise h\u00eddrica, tem agricultor ganhando dinheiro produzindo \u00e1gua a partir da preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente. \u00c9 o chamado pagamento por servi\u00e7os ambientais.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das iniciativas pioneiras \u00e9 tocada pelo munic\u00edpio de&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mg\/sul-de-minas\/cidade\/extrema\/\">Extrema<\/a>, no estado de<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mg\/minas-gerais\/\">&nbsp;Minas Gerais<\/a>, em um projeto chamado Conservador das \u00c1guas. Ele recebe este nome porque a&nbsp;recobertura vegetal \u00e9 capaz de recuperar o potencial h\u00eddrico dos terrenos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2008, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/agronegocios\/globo-rural\/\">Globo Rural<\/a>&nbsp;chegou a acompanhar este projeto&nbsp;<strong><em>(reveja ao fim do texto)<\/em><\/strong>&nbsp;e, na ocasi\u00e3o, visitou a fazenda do Sebasti\u00e3o Fr\u00f3es,&nbsp;o primeiro propriet\u00e1rio rural a receber dinheiro da iniciativa, ap\u00f3s ter aceitado destinar pasto degradado para a reconstitui\u00e7\u00e3o da floresta.<\/p>\n\n\n\n<p>Quatorze anos depois, s\u00f3 se v\u00ea copa de \u00e1rvore onde o capim dominava a cena. E a \u00e1rea restaurada at\u00e9 alcan\u00e7ou a mata nativa que j\u00e1 existia no alto da encosta.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;N\u00f3s temos um manancial produzindo algo em torno de 1 litro por segundo em um momento onde n\u00f3s estamos atravessando uma das piores crises h\u00eddricas dos \u00faltimos 90 anos da regi\u00e3o Sudeste\u201d, conta o bi\u00f3logo Paulo Henrique Pereira, idealizador do projeto.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Preserva\u00e7\u00e3o na Serra da Mantiqueira<\/h2>\n\n\n\n<p>O projeto abrange uma \u00e1rea de 20 mil hectares em cerca de 300 s\u00edtios e fazendas de Extrema. E j\u00e1 correu o mundo, sendo not\u00edcia na Alemanha, Espanha, al\u00e9m de ter ganhado pr\u00eamios, como um da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/onu\/\">ONU<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia do bi\u00f3logo Pereira se expandiu para outras regi\u00f5es e o que era originalmente pol\u00edtica p\u00fablica s\u00f3 em Extrema, virou o Conservador da Mantiqueira, com o prop\u00f3sito de cobrir toda a Serra da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o patroc\u00ednio de Organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o Governamentais (ONGs) e \u00f3rg\u00e3os t\u00e9cnicos de governo, foram criados 28 n\u00facleos de atua\u00e7\u00e3o, envolvendo 280 munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Os valores e a frequ\u00eancia dos pagamentos variam em cada munic\u00edpio. Mas, na m\u00e9dia, os agricultores t\u00eam recebido R$ 250 por hectare, por ano.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Pensando s\u00f3 na Serra, a dimens\u00e3o do projeto \u00e9 grande. A Mantiqueira tem cerca de 500 quil\u00f4metros vertendo \u00e1gua para a forma\u00e7\u00e3o de 5 importantes bacias hidrogr\u00e1ficas: as dos rios Grande, Para\u00edba do Sul, Tiet\u00ea, Piracicaba e Mogi\/Pardo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Risco de falta de \u00e1gua diminuiu em SC<\/h2>\n\n\n\n<p>Em&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/sc\/santa-catarina\/\">Santa Catarina<\/a>, uma outra iniciativa&nbsp;tem diminu\u00eddo o risco de falta de \u00e1gua nos munic\u00edpios&nbsp;de&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/sc\/santa-catarina\/cidade\/balneario-camboriu\/\">Balne\u00e1rio Cambori\u00fa&nbsp;<\/a>e<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/sc\/santa-catarina\/cidade\/balneario-camboriu\/\">&nbsp;Cambori\u00fa<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Inspirada pelo projeto em Extrema, a administradora Kelli Dacol incentivou o pagamento por servi\u00e7os ambientais nas duas cidades, em um programa que coordenou por 10 anos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>E ela conseguiu dar um passo \u00e0 frente, ao incluir o pagamento por servi\u00e7os ambientais na tarifa que o consumidor paga.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>O risco de escassez de \u00e1gua come\u00e7ou a diminuir quando propriet\u00e1rios no entorno das nascentes toparam entrar no projeto demarcando e, em v\u00e1rios casos, reconstituindo \u00e1reas com investimento patrocinado.<\/p>\n\n\n\n<p>Douglas Rocha, que \u00e9 diretor-geral da Empresa de \u00c1gua e Saneamento de Balne\u00e1rio Cambori\u00fa (Emasa), explica que as&nbsp;\u00e1reas recuperadas agora absorvem mais \u00e1gua suprindo bem os 200 mil moradores das duas cidades.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u00c1gua para todos<\/h2>\n\n\n\n<p>Pertinho da capital federal, fica um conjunto de nascentes conhecido como \u00c1guas Emendadas. Uma dessas veredas forma o c\u00f3rrego do Pipiripau, que abastece 200 mil moradores e 86 propriedades rurais no entorno de Bras\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o primeiro a fazer parte do projeto de pagamento por servi\u00e7os ambientais no Brasil Central. O rio quase chegava a secar, mas, com o projeto, a situa\u00e7\u00e3o mudou e hoje tem \u00e1gua para todos o ano inteiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2017, a propriedade da Dona Marta e Nascimento entraram no programa de restaura\u00e7\u00e3o da Adasa, a empresa respons\u00e1vel pelos servi\u00e7os de \u00e1gua e esgoto do&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/df\/distrito-federal\/\">Distrito Federal.<\/a><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Com o cercamento das minas d&#8217;\u00e1gua e o plantio de 2.500 mil \u00e1rvores, o que antes era pasto degradado j\u00e1 mostra recupera\u00e7\u00e3o. Como pagamento pelo servi\u00e7o ambiental prestado, os dois produtores receberam, em 5 anos, R$ 15 mil reais do programa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>O dinheiro vem recursos p\u00fablicos e de ONGs.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO projeto produtor de \u00e1gua \u00e9 um achado, \u00e9 um ganha-ganha. Ganha o produtor, porque ele pode melhorar a propriedade dele. E ganha a sociedade que vai ter \u00e1gua de melhor qualidade&#8221;, diz Devanir Ribeiro, o coordenador do programa em Bras\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Globo Rural.<\/p>\n\n\n\n<p>Foto: O Perito Ambiental<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projetos em Minas Gerais, Santa Catarina e Bras\u00edlia pagam por servi\u00e7os ambientais e, com isso, est\u00e3o recuperando vegeta\u00e7\u00e3o e reduzindo risco de escassez nas regi\u00f5es. 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